As memórias do maior apostador de todos os tempos

Amarillo Slim: O Grande Malandro

O Grande Malandro (Amarillo Slim in a World Full of Fat People), da Raise Editora, é um mergulho no excitante mundo das apostas. Isso, através da biografia de ninguém menos que o maior apostador de todos os tempos, Thomas Austin Preston, ou simplesmente Amarillo Slim, como ficou mais conhecido.

O livro está recheado de lembranças divertidas, contadas em primeira pessoa pelo biografado, que faleceu em 2012. É um convite para o leitor acompanhar o texano apostador, em sua vida nômade pelos diferentes estados americanos, em busca de uma boa aposta.

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Amarillo Slim in a World Full of Fat People: The Memoirs of the Greatest Gambler Who Ever Lived

Com histórias maravilhosas, Amarillo conduz uma narrativa empolgante, nos levando de salões enfumaçados, que lembram os filmes do velho oeste, aos primeiros cassinos de Vegas downtown. Além disso, Slim conta em detalhes como ajudou a criar série mundial de poker. Pela sua narração é possivel conhecer personagens lendários do universo das apostas. Nomes como Titanic  Thompson, Minessota Fats, Benny Binion são alguns, entre muitos apostadores, jogadores e trapaceiros profissionais, que cruzaram com Slim.

Mas o texano, da cidade de Amarillo, não era um apostador qualquer. É melhor deixar que ele mesmo se defina:

“Se alguma coisa for alvo de controvérsia, eu aposto nela ou me calo. E como discutir não é coisa de cowboy, já fiz muitas apostas nesta vida. Mas, na minha humilde opinião, eu não sou um apostador qualquer. Sabe, amigo, eu nunca saio em busca de um idiota. Eu procuro um campeão e faço dele um idiota” – Amarillo Slim

Slim ganhou milhões de dólares apostando em tudo o que foi possível apostar. Ele venceu campeões mundiais, arriscou a  própria vida, foi um dos fundadores do Campeonato Mundial de Poker e ajudou Las Vegas a se tornar o que é hoje.

Amarillo Slim em 1974

Ele escapou da morte várias vezes, se arriscando em vários momentos. Para isso, contou com a sorte e uma boa dose de malandragem. Sem dúvidas, Amarillo Slim foi “O Grande Malandro”, um título muito bem escolhido para a edição brasileira. Mas, acima de tudo, Amarillo foi um grande artista, como foi brilhantemente definido no prefácio da edição brasileira:

“Poucos jogadores foram tão talentosos acima do pano verde – seja o do poker ou da sinuca – quanto Amarillo Slim. Um malandro nato e hereditário. Engana-se, porém quem atribui a figura do malandro uma imagem negativa. Uma alma mais desinformada diria que sua essência é a vigarice, a trapaça, a desonestidade. Longe disso.

O Malandro é, acima de tudo, um artista. Sua arte é a de transformar o impossível em realidade. É derrotar no pingue -pongue um chinês campeão do mundo(Slim derrotou) ou fazer a bola de golfe voar 1.5Km com uma tacada só(Slim fez) ou treinar uma mosca para pousar num determinado cubo de açucar(Slim treinou). O show, certamente, tem um preço. Que Slim – generosamente – já incluía no valor da aposta”

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Johnny Moss, Chill Wills, Amarillo Slim, Jack Binion, and Puggy Pearson em frente ao Binion’s Horseshoe em Las Vegas.

As memórias de Amarillo Slim são, sem dúvida alguma, um roteiro perfeito para uma produção de cinema. Há alguns anos uma produção chegou a ser especulada. Porém, não existe uma confirmação oficial sobre a realização da película. Na dúvida, não espere.  O Grande Malandro é indicado, não só para entusiastas das apostas e jogos, mas também para todos aqueles que apreciam a astúcia e a inteligência humana.

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